
A mais recente investida do presidente Donald Trump contra o Brasil, ao anunciar que pretende aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, é mais um capítulo de uma política externa marcada pela agressividade desmedida, deixando claro que pretende seguir à risca sua cartilha protecionista.
Trump, que já havia adotado medidas semelhantes durante seu primeiro mandato, volta a usar o comércio como arma política — agora mirando não apenas a China, mas também países aliados como o Brasil, atingindo em cheio setores estratégicos da economia nacional — como o aço, o alumínio e o agronegócio — lançando o Brasil no centro de uma disputa comercial que terá efeitos profundos e imediatos.
O ataque é frontal à indústria nacional e tem potencial para causar prejuízos bilionários às exportações brasileiras. Em um momento de retomada econômica e busca por inserção estratégica no comércio global, essa postura isolacionista representa um grave retrocesso.
Felizmente, o Governo Brasileiro não está inerte. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sob liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin, tem adotado uma postura diplomática e firme. A estratégia adotada é evitar uma escalada de tensões e manter as negociações abertas, sem permitir que o debate se contamine por ideologias ou provocações políticas.
Ao contrário do que muitos esperavam, o Brasil não caiu na armadilha da retaliação imediata nem do discurso inflamado. A resposta tem sido técnica, equilibrada e orientada à defesa dos interesses nacionais, o que é digno de reconhecimento. Além disso, o governo busca ampliar o diálogo com o Congresso e setores produtivos norte-americanos, apostando na pressão interna nos EUA contra medidas que podem aumentar o custo de vida para os americanos e desorganizar cadeias produtivas globais.
É hora de unir esforços. Não se trata de uma questão partidária, mas de soberania econômica e defesa do que é nosso. O Brasil precisa continuar fortalecendo sua diplomacia comercial, diversificando seus mercados e exigindo tratamento justo em todos os fóruns internacionais.
Na guerra comercial que Trump quer impor ao mundo, não podemos ser reféns nem alvos passivos. A resposta brasileira tem que seguir sendo madura, estratégica e altiva. O tempo do “complexo de vira-lata” já passou. Temos o que oferecer ao mundo — e o direito de fazê-lo em pé de igualdade.




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