O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, interrompendo o ciclo de alta iniciado em setembro de 2024. A decisão, unânime, foi tomada diante de um cenário externo incerto, especialmente com a guerra tarifária iniciada pelos EUA, e de uma inflação que segue resistente.

O que muda na sua vida com isso?
Na prática, juros altos por mais tempo significam crédito caro, prestação de carro e casa pesando mais no orçamento e dificuldades para quem precisa de financiamento. O consumo tende a esfriar, o que freia a economia e a geração de empregos.

Por outro lado, o Banco Central acredita que manter os juros nesse patamar elevado é necessário para tentar trazer a inflação de volta à meta, o que também é importante para o poder de compra da população, especialmente os mais pobres.

Por que o BC não baixou os juros?
O Copom citou como principal motivo o aumento das incertezas externas — principalmente o tarifaço de Trump contra o Brasil — e a instabilidade fiscal interna. A inflação segue acima da meta e o câmbio pode pressionar ainda mais os preços. Por isso, o recado foi claro: os juros só vão cair quando houver segurança no cenário econômico.

Vai baixar quando?
Analistas não apostam em cortes antes de dezembro — e, mesmo assim, se o dólar não disparar e a inflação der trégua. Com eleições presidenciais em 2026, a expectativa é que os juros fiquem altos até lá.

Conclusão:
Com a Selic mantida em 15%, o alívio no bolso vai demorar. O cenário exige cautela: quem está endividado deve evitar novos compromissos e buscar renegociar dívidas. Para quem investe, a renda fixa continua atraente — mas com atenção ao cenário político e fiscal, que pode mudar tudo.

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