
As sanções impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil e ao ministro do STF Alexandre de Moraes repercutiram de forma negativa na imprensa internacional ao longo dos últimos dias. Veículos da Alemanha, Reino Unido e EUA classificaram as medidas como exageradas, politicamente motivadas e prejudiciais à relação bilateral.
O jornal alemão Die Zeit afirmou que as sanções são “totalmente exageradas” e representam uma tentativa de Trump de intervir na política interna de um país democrático. Já a revista Der Spiegel destacou o gesto de Moraes ao responder com indiferença às sanções, o que, segundo a publicação, foi visto como um ato de coragem.
No Reino Unido, o The Guardian interpretou a ação de Trump como uma exportação de seu “assalto à democracia”, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no caso da tentativa de golpe em 2022. O jornal apontou a manobra como uma interferência inaceitável nas instituições brasileiras.
O Frankfurter Allgemeine Zeitung avaliou que as tarifas vão contra os próprios interesses estratégicos de Trump na América Latina, pois podem empurrar o Brasil ainda mais para a esfera de influência da China.
O New York Times informou que o governo Lula estuda retaliações e destacou que, embora os efeitos econômicos possam ser limitados, o gesto representa uma clara disposição do governo Trump para o confronto.
Por fim, o Tagesschau afirmou que as tarifas são um instrumento de pressão contra o Estado de Direito no Brasil e indicou que o episódio fortaleceu politicamente o presidente Lula, enquanto abriu espaço para maior aproximação do Brasil com a China.




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