
Mensagens, anotações e documentos obtidos pela Polícia Federal no celular do coronel da reserva Flávio Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, revelam bastidores das articulações golpistas após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022.
O material, revelado pelo Estadão, mostra que Peregrino atribui a Bolsonaro a liderança das ações para se manter no poder, afirmando que “sempre foi sua intenção” não deixar o cargo. Ele também critica a estratégia da defesa do ex-presidente, que tenta responsabilizar os militares.
Segundo o coronel, as Forças Armadas buscavam “soluções constitucionais” — como Estado de Defesa, Estado de Sítio e uso do artigo 142 — para sustentar Bolsonaro no cargo diante de suspeitas sobre as urnas. Porém, Peregrino lamenta que os militares não tenham conseguido desmobilizar acampamentos ou convencer o então presidente a recuar.
As mensagens foram registradas entre novembro de 2022 e dezembro de 2024, quando a PF já investigava um plano para assassinar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Peregrino não foi denunciado pela PGR, mas segue como alvo das apurações.
A defesa de Braga Netto não se manifestou. O advogado de Bolsonaro também não respondeu. Já o defensor de Peregrino afirmou que as anotações refletem apenas opiniões no contexto de assessoria, exaltando a “lealdade” dos militares.




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