O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia cobrar a manutenção de emprego das empresas que tomarem crédito subsidiado pelo Tesouro Nacional para enfrentar os prejuízos da sobretaxa de 50% imposta aos produtos brasileiros pelo governo Donald Trump.

Com essa contrapartida, segundo a proposta em discussão, o empresário que tiver acesso aos empréstimos com os juros mais baratos não poderá demitir, de acordo com um integrante do governo que participa da elaboração do plano de contingência de enfrentamento da guerra comercial com os Estados Unidos.

O pacote também deve conter o chamado diferimento de impostos federais, como é chamada a postergação do pagamento de tributos, para dar alívio de caixa nesse momento inicial de maior dificuldade após a entrada em vigor do tarifaço. A proposta é que o adiamento seja de no máximo de 90 dias para que o seu impacto seja concentrado neste ano. As tarifas entraram em vigor na quarta-feira (6).

As medidas da primeira fase do plano serão levadas a Lula em reunião nesta segunda-feira (11) com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Indústria) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para serem anunciadas até terça (12). Os dois são responsáveis pela coordenação dessas medidas. Na agenda oficial do petista, divulgada na noite de domingo (10), consta compromisso à tarde com Alckmin.

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