O Leilão de Transmissão nº 4/2025, marcado para 31 de outubro, será decisivo para ampliar a segurança elétrica e permitir o crescimento das energias renováveis no Rio Grande do Norte. O certame prevê investimentos de R$ 7,6 bilhões em 13 estados, incluindo a instalação de três compensadores síncronos no RN — dois em Assú III e um em João Câmara III — para estabilizar a rede e reduzir cortes na geração eólica e solar.

Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, a medida cria um ambiente mais seguro para novos projetos, inclusive de hidrogênio verde. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), previstos para dezembro, devem indicar novos reforços na transmissão.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) alerta para riscos de sobrecarga até 2029 devido ao avanço da geração distribuída, mas afirma que não há risco iminente de apagão. Cortes de geração ocorrem principalmente por excesso de produção frente à demanda ou por limitações na rede.

Representantes da Abrate e da APER destacam que o leilão integra uma estratégia contínua iniciada em 2022, para alinhar o ritmo da transmissão ao da geração. A meta é quase dobrar a capacidade de exportação de energia do Nordeste, de 13 GW para 25 GW até 2030.

Líder em geração eólica e com previsão de R$ 30 bilhões em investimentos em solar até 2029, o RN vê na modernização da rede um passo essencial, mas defende ações complementares como armazenamento, inteligência artificial e infraestrutura offshore para garantir estabilidade e competitividade no setor.

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