
Foto: Adriano Abreu.
O Rio Grande do Norte, especialmente a região do Seridó e o município de Currais Novos, possui um potencial significativo para a exploração de minerais críticos e estratégicos, como terras raras, lítio, nióbio, tungstênio e tântalo — insumos essenciais para setores como tecnologia, defesa e energia.
Em Currais Novos, três empresas brasileiras já desenvolvem a extração de terras raras associadas à argila, utilizadas em microchips, superímãs, carros elétricos, turbinas eólicas e até em aviões militares, como o F-35. O valor agregado desses elementos é alto: enquanto uma tonelada de cobre custa cerca de US$ 9 mil, o dérbio, por exemplo, pode chegar a US$ 980 mil.
O Centro de Tecnologia Mineral do IFRN (CT Mineral), sediado em Currais Novos, atua no desenvolvimento de soluções para beneficiamento e extração desses minerais, e integra um projeto com o Serviço Geológico do Brasil para mapear o potencial da província pegmatítica da Borborema, que abrange RN, PB e CE. O levantamento aguarda investimentos da ordem de R$ 40 milhões.
Segundo especialistas, o RN reúne condições únicas para se tornar referência nacional no setor, mas ainda carece de estudos aprofundados e mais investimentos em tecnologia para transformar seu potencial em resultados econômicos concretos.
Com informações de Felipe Salustino, da Tribuna do Norte.

O CT Mineral (Currais Novos) busca soluções para extração e beneficiamento de minérios.




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