
Entre 1985 e 2024, o Brasil perdeu 112 milhões de hectares de áreas naturais — o equivalente a 13% do território nacional — segundo levantamento do MapBiomas. Nesse período, a agropecuária avançou de 47% para 59% da área dos municípios, fazendo com que quase 700 cidades deixassem de ter vegetação nativa como predominante.
As maiores perdas ocorreram em formações florestais (-62,8 Mha) e savânicas (-37,4 Mha). A pastagem cresceu 68% (62,7 Mha) e a agricultura 236% (44 Mha). Hoje, 65% do território nacional ainda possui cobertura vegetal nativa, enquanto 32% está ocupado por atividades agropecuárias.
O desmatamento teve seu auge entre 1985 e 1994, seguido por forte expansão agropecuária na década seguinte. De 2005 a 2014, houve redução no ritmo de perda, mas, de 2015 a 2024, cresceram a degradação ambiental e a mineração, especialmente na Amazônia, responsável por 66% da expansão minerária recente.
A Amazônia e o Pantanal ainda mantêm mais de 80% de cobertura nativa, mas a primeira perdeu 52,1 milhões de hectares em 40 anos. Cerrado e Pampa, proporcionalmente, foram os biomas mais afetados. As áreas úmidas do país também recuaram 12%, com destaque para a seca extrema no Pantanal em 2024, quando a superfície alagada ficou 73% abaixo da média histórica.





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