
Nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, Currais Novos será palco de um momento especial de memória, arte e valorização da mulher sertaneja. Às 19h, no Espaço Cultural Mariano Guimarães, acontece o lançamento da websérie “Mulheres Caatingueiras do Seridó”, com entrada gratuita e aberta ao público.
A produção audiovisual resgata a trajetória de cinco mulheres que marcaram a história local com coragem, criatividade e resistência, em tempos em que o machismo impunha barreiras sociais e culturais ainda mais rígidas. Com sensibilidade e compromisso histórico, cada episódio apresenta vidas que desafiaram padrões e deixaram um legado inspirador para o Seridó potiguar.
O projeto é idealizado, roteirizado e coordenado pela escritora e poeta Maria Maria Gomes, contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria de Turismo de Currais Novos, ACAL (Academia Curraisnovense de Artes e Letras) e RPTV (Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultural).
As protagonistas da série
- Fausta (Maria Caatingueira) – Artesã cadeirante que, nos anos 1960, já fazia sustentabilidade criando peças de crochê com fios de sacos plásticos reaproveitados.
- Suetônia – Poetisa, compositora, musicista e teatróloga que provocou transformações culturais na cidade.
- Helena – Primeira fotógrafa de Currais Novos, responsável por eternizar momentos marcantes e afetivos.
- Nalva – Empresária pioneira que rompeu o domínio masculino no comércio ao fundar e consolidar seu próprio armarinho.
- Chiquinha – Estilista autodidata que produzia roupas finas inspiradas em revistas estrangeiras entre as décadas de 1940 e 1960.
Para Maria Maria Gomes, preservar essas histórias é fundamental para inspirar novas gerações. “Essas cinco mulheres são imortais para mim”, afirmou. A websérie é um convite para conhecer e valorizar a força da mulher sertaneja, cujas histórias muitas vezes ficaram à margem dos registros oficiais.
Após a estreia, os episódios estarão disponíveis no YouTube, com ampla divulgação nas redes sociais, permitindo que mais pessoas conheçam e compartilhem essas narrativas de resistência e empoderamento.




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