
Em meio aos discursos de que o Brasil vive uma crise sem precedentes, os números divulgados pela Riachuelo nesta semana fazem qualquer um parar para refletir: afinal, onde está essa crise?
A gigante da moda fechou o segundo trimestre de 2025 com um lucro líquido recorde de R$ 143 milhões, o maior da sua história para o período. O EBITDA Consolidado cresceu 21,1%, chegando a R$ 435,7 milhões. Não é pouco. É resultado de estratégia, eficiência e, acima de tudo, capacidade de gerar riqueza.
E não para por aí: a Riachuelo é hoje a maior empregadora do setor de moda no país, com cerca de 30 mil empregos diretos, sendo 15 mil no Nordeste. No interior do Rio Grande do Norte, o programa Pró-Sertão já gerou 3,1 mil empregos e ajudou a impulsionar a economia local, com crescimento de 10% na empregabilidade em municípios atendidos, contra apenas 1% nos demais municípios nordestinos.
Ou seja, mesmo diante de juros altos, inflação oscilante e instabilidade global, a empresa mostra que é possível crescer, lucrar e gerar oportunidades. Talvez a pergunta que devêssemos fazer não seja “por que o Brasil está em crise?”, mas sim “quem está em crise de verdade?”.
Se parte do setor produtivo consegue bater recordes históricos e expandir seus negócios, talvez o problema não esteja apenas nos fatores econômicos, mas na forma como se administra, se investe e se planeja. Enquanto alguns vendem a narrativa do caos, outros estão, literalmente, faturando alto e contratando mais. A lição é clara: em um país de dimensões continentais e potencial imenso, a crise nem sempre é para todos. Para quem inova, se adapta e acredita no crescimento, ela pode até existir, mas está longe de ser uma sentença.




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