O código de barras, usado há mais de 50 anos no comércio global, está com os dias contados. A GS1, entidade responsável pela padronização, prevê que até 2027 ele será substituído pelos códigos 2D, como o QR Code, capazes de armazenar até 100 vezes mais informações.

Criado em 1994 no Japão, o QR Code ganhou força nos últimos anos, especialmente na pandemia, quando passou a ser usado em cardápios digitais, pagamentos e serviços públicos. Diferente do código linear, ele permite ao consumidor acessar dados detalhados sobre os produtos, como tabela nutricional, origem, certificações, validade e promoções.

A GS1 trabalha na padronização do QR Code Digital Link, que conecta o número de identificação do produto (GTIN/JETIM) a uma base de dados estruturada. Assim, ao escanear o código, o consumidor terá acesso a informações confiáveis no mesmo formato, independentemente da marca.

Segundo a entidade, haverá uma fase de transição, já que os leitores atuais reconhecem tanto códigos de barras quanto QR Codes. No Brasil, a consolidação deve ocorrer até 2028, com impactos positivos para setores como alimentos, cosméticos, materiais de construção e agrotóxicos.

A mudança também se conecta a iniciativas internacionais, como o Passaporte Digital do Produto na Europa, que amplia a rastreabilidade e reforça práticas de sustentabilidade.

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