Após a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, líderes europeus divulgaram neste sábado (16) uma declaração conjunta reafirmando solidariedade à Ucrânia e rejeitando qualquer concessão territorial à Rússia.

O documento foi assinado pelos chefes de governo Emmanuel Macron (França), Georgia Meloni (Itália), Friedrich Merz (Alemanha), Keir Starmer (Reino Unido), Alexander Stubb (Finlândia), Donald Tusk (Polônia), além dos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

No texto, os líderes elogiaram os esforços de Trump para tentar interromper a guerra, destacando que, conforme o próprio americano disse, “não haverá acordo até que haja um acordo”. Eles ainda ressaltaram que o próximo passo deve incluir o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma cúpula trilateral.

Apesar da sinalização de abertura ao diálogo, os europeus foram categóricos:

  • “A Rússia não pode ter poder de veto contra o caminho da Ucrânia para a União Europeia e a OTAN.”
  • “As fronteiras internacionais não devem ser alteradas à força.”
  • “Cabe apenas à Ucrânia decidir sobre seu território.”

O comunicado reafirma que as sanções contra Moscou serão ampliadas enquanto a guerra continuar, em defesa dos “interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa”.

Coube ao presidente francês Emmanuel Macron lembrar do histórico de descumprimento de acordos por parte da Rússia. Ele citou o pacto de 1994, assinado com Estados Unidos, Reino Unido e Ucrânia, em que Moscou reconhecia a soberania ucraniana em troca da renúncia às armas nucleares herdadas da União Soviética. Vinte anos depois, Putin invadiu e anexou a Crimeia. A declaração conjunta deixa claro que, apesar de apoiarem os esforços de Trump, a Europa não aceita concessões unilaterais à Rússia e seguirá pressionando o Kremlin até que seja alcançada uma paz que preserve a integridade da Ucrânia.

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