“Existem duas formas de enfrentar os problemas: ajudando a construir soluções ou inventando histórias. Eu defendo a primeira forma, com respeito e responsabilidade.” Foi assim que o secretário estadual de Saúde Pública (Sesap), Alexandre Motta, respondeu às declarações do senador Styvenson Valentim, que chamou a governadora Fátima Bezerra de “assassina” e o secretário de “incompetente” em vídeo publicado nas redes sociais.

Motta gravou sua manifestação em frente ao Hospital Maria Alice Fernandes, na Zona Norte de Natal, justamente a unidade citada pelo senador como palco de supostas mortes por falta de leitos. O secretário contestou a versão, afirmando que não há registro de óbito de crianças por falta de UTI nos sistemas de regulação da Sesap.

Segundo Motta, ao assumir o governo em 2019, os leitos de UTI do hospital estavam bloqueados. Após reformas, a estrutura passou a contar com 10 leitos de UTI neonatal, 10 pediátricos e espaço para leitos intermediários. “A saúde tem se desenvolvido no Rio Grande do Norte, mesmo com dificuldades”, disse.

O secretário destacou ainda os avanços recentes na rede estadual: a implantação de linhas de cuidado para o infarto e o AVC, a expansão dos serviços para cidades do interior e o fato de o RN ter sido, proporcionalmente à população, o estado que mais realizou cirurgias eletivas em 2024.

Em sua fala, Styvenson havia afirmado que estaria “construindo hospitais” no estado, em comparação ao governo. Motta rebateu o discurso. Segundo ele, os recursos destinados por emendas parlamentares têm caráter de custeio, voltados à compra de medicamentos e insumos, e as obras mencionadas são executadas pelas instituições beneficiadas. “Quem constrói é a Liga de Combate ao Câncer. O senador não constrói hospitais. É importante que a verdade seja dita sem necessidade de ofensas”, afirmou.

Motta também se contrapôs às críticas pessoais dirigidas à governadora, lembrando a trajetória de Fátima Bezerra — da alfabetização tardia à eleição como governadora por ampla maioria dos votos —, sempre vinculada à defesa do interesse público. “A governadora é uma mulher que construiu sua vida pelo esforço próprio, pela escola pública, pelo trabalho e pelo compromisso com a população”, disse. Para o secretário, o debate político precisa superar o tom de agressão. “Existem duas formas de ver o mundo: com raiva, rancor e ofensas, ou com respeito e responsabilidade. Eu defendo essa segunda forma”, concluiu.

Com informações do Saiba Mais.

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