
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) o novo Código Eleitoral, que unifica normas já existentes e traz mudanças polêmicas. Entre os pontos aprovados estão a quarentena para militares e juízes que desejem disputar eleições, a reserva de 20% das cadeiras legislativas para mulheres e regras para restringir o uso de inteligência artificial em campanhas.
Mas a maior controvérsia veio com a aprovação do voto impresso, incluído no texto por 14 votos a 12, após pressão da oposição. A medida obriga que já na eleição seguinte o eleitor receba um comprovante em papel, reacendendo debates sobre retrocessos e riscos de fragilizar a confiança no sistema eletrônico, que nunca teve fraude comprovada.
Outro ponto criticado é a alteração nos prazos de inelegibilidade de políticos condenados, o que pode enfraquecer a Lei da Ficha Limpa, um marco no combate à corrupção. O projeto agora vai ao plenário do Senado em regime de urgência. Caso seja aprovado com mudanças, precisará voltar à Câmara. Para valer já em 2026, a votação precisa ser concluída até outubro. A inclusão do voto impresso e o afrouxamento das regras contra maus políticos prometem dividir o Congresso e a opinião pública.




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