
A cada avanço da Polícia Federal, a situação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se complica ainda mais. Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), obtido pela investigação, revelou que o deputado utilizou a conta da própria esposa, Heloísa Bolsonaro, para ocultar recursos milionários transferidos por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o documento, Jair enviou quantias vultosas ao filho de forma reiterada e fracionada, justamente para escapar dos mecanismos de controle legal. Só no dia 13 de maio deste ano, sete transferências chamaram a atenção: seis depósitos de R$ 111 mil cada e outro de R$ 2 milhões. A movimentação atípica foi classificada pelo Coaf como altamente suspeita.
Pouco tempo depois, em 29 de maio, Eduardo converteu R$ 1,66 milhão em câmbio e transferiu parte do montante — R$ 200 mil — para a conta brasileira da esposa. Para piorar, os repasses foram novamente fracionados: depósitos de R$ 50 mil e outro de R$ 150 mil, numa clara tentativa de camuflar a origem do dinheiro.
O relatório é contundente:
“Utilizou a conta bancária de sua esposa como forma de escamotear os valores encaminhados por seu genitor, utilizando como conta de passagem, com a finalidade de evitar possíveis bloqueios em sua própria conta”, cita a PF.
Além disso, a investigação descobriu que o próprio Jair Bolsonaro realizou operações de câmbio em dólar, somando R$ 105 mil, mesmo estando proibido judicialmente de deixar o Brasil desde fevereiro de 2024.
Com isso, a PF reforça a tese de que Eduardo Bolsonaro estaria atuando em sintonia com o pai para esconder patrimônio e driblar a Justiça. O escândalo adiciona mais um capítulo ao crescente cerco judicial contra a família Bolsonaro, que vê suas versões oficiais ruírem diante das movimentações financeiras suspeitas.




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