
O governo federal está desenvolvendo um Sistema Brasileiro de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT), com previsão de conclusão até 2026. Coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto busca reduzir a dependência do país em relação a sistemas estrangeiros como GPS (EUA), Glonass (Rússia), Galileo (UE) e Beidou (China).
Segundo Osório Coelho Guimarães Neto, diretor do Departamento de Programas de Inovação do MCTI, a estratégia será apresentada à ministra Luciana Santos até fevereiro de 2026 e depois submetida ao presidente Lula. O modelo se inspira em iniciativas da Índia, Japão e Coreia do Sul, priorizando um sistema regional, mais barato e rápido de implementar.
A proposta, elaborada com apoio de cerca de 20 órgãos públicos, terá interoperabilidade com constelações globais, permitindo cobertura em toda a América do Sul. O governo vê o PNT como infraestrutura crítica, essencial para áreas como transporte, agricultura, mineração, telecomunicações, setor bancário e defesa.
O financiamento poderá vir de linhas do BNDES, fundos setoriais como o FNDCT, que tem mais de R$ 10 bilhões disponíveis, e parcerias internacionais, a exemplo da cooperação com a China no projeto do satélite CBERS-5.
Para o MCTI, o sistema próprio é uma questão de soberania e segurança nacional em um cenário internacional cada vez mais instável.




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