A nova pesquisa Quaest trouxe um alívio para Lula em meio às turbulências políticas e econômicas. Depois de meses patinando, o presidente registrou sua melhor avaliação desde janeiro, com a aprovação chegando a 46% e a desaprovação caindo para 51%. A distância entre quem aprova e quem rejeita o governo diminuiu para apenas cinco pontos – sinal de que a narrativa da oposição perdeu força no último mês.
Dois fatores pesaram para essa recuperação. O primeiro foi a sensação, ainda tímida, de queda nos preços dos alimentos, que impacta diretamente a vida dos mais pobres. Esse grupo, que havia se afastado de Lula, voltou a dar sinais de apoio: entre os que ganham até dois salários mínimos, a aprovação subiu nove pontos. O segundo fator foi a resposta ao tarifaço de Donald Trump. Ao assumir uma postura firme diante dos EUA, Lula conseguiu transmitir ao eleitorado a imagem de um governo que não se curva a pressões externas.
O efeito político disso aparece nos cenários para 2026. Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno, inclusive sobre Tarcísio de Freitas, com quem estava empatado na pesquisa anterior. A oposição bolsonarista, por sua vez, parece ter sentido o golpe: apenas 28% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro e aliados reagiram melhor à medida de Trump.
Mas é preciso observar outro dado: 58% dos eleitores dizem que Lula não deveria disputar um novo mandato. Ou seja, a melhora na popularidade não se traduz necessariamente em apoio a uma candidatura em 2026. Em resumo, Lula ganhou fôlego e mostrou resiliência. Já a oposição, especialmente a ligada ao bolsonarismo, ainda não encontrou o tom para dialogar com um eleitorado que começa a enxergar resultados concretos no bolso e no prato. A guerra eleitoral está longe do fim, mas, por enquanto, o vento sopra a favor do presidente.




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