
As mensagens extraídas do celular do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal revelam um esquema grave de conspiração contra o Brasil. Nos diálogos com o deputado foragido Eduardo Bolsonaro e com o pastor Silas Malafaia, fica exposta a tentativa de usar governos estrangeiros como ferramenta de chantagem contra as instituições brasileiras.
Segundo a investigação, Bolsonaro e o filho articularam com Donald Trump a imposição de sanções pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras, transformando a economia nacional em refém. O objetivo seria duplo: coagir o STF e, ao mesmo tempo, usar o prejuízo imposto ao país como moeda de troca para obter anistia.
Eduardo orientou o pai a agradecer publicamente a Trump pelas medidas, enquanto defendia, nos bastidores, o endurecimento das sanções. Malafaia, por sua vez, ajudava a moldar o discurso, travestindo ataques à economia nacional de suposta “luta pela liberdade”.
As mensagens também citam planos de fuga para a Argentina e pedido de asilo a Javier Milei, o que reforça o risco de evasão e descumprimento de medidas cautelares. Diante disso, o líder do PT, Lindbergh Farias, pediu ao STF a prisão preventiva de Bolsonaro.
O conteúdo das conversas consolida o retrato de uma organização criminosa que não hesitou em trair a democracia e o povo brasileiro em nome da autopreservação. Agora, caberá à Justiça dar uma resposta proporcional à gravidade da conspiração.




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