A prévia da inflação oficial de agosto, medida pelo IPCA-15, registrou deflação de 0,14%, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, a taxa caiu para 4,95%, abaixo dos 5,30% de julho.

Os principais responsáveis foram os grupos de Habitação, Transportes e Alimentação. Habitação caiu 1,13%, puxada pela redução da energia elétrica residencial (4,93%), devido à incorporação da usina de Itaipu nas contas. Transportes teve deflação de 0,47%, com gasolina, etanol e passagens aéreas mais baratos. Alimentação e bebidas recuaram 0,53%, com queda em itens como manga, tomate, batata, cebola, arroz e carnes, apesar da alta em alimentação fora do domicílio.

O economista César Bergo afirmou que o resultado é positivo e pode manter a inflação em trajetória de desaceleração, influenciada por energia mais barata e fatores externos, como a taxação americana que pode desviar produtos para o mercado interno. Ele prevê que a inflação deve fechar o ano ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% e acredita que a tendência de queda pode favorecer uma redução da taxa Selic pelo Banco Central.

O IPCA-15 é uma prévia do índice oficial, medindo a variação de preços entre 16 de julho e 14 de agosto.

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