Os políticos da extrema direita sempre usaram o discurso de que o PT e a esquerda tinham ligação com o PCC. Esse mantra foi repetido à exaustão em palanques, lives e redes sociais, servindo de combustível para ataques e fake news que alimentaram o ódio político no país.
Mas agora, com a Operação Carbono Oculto e as denúncias da Receita Federal, a narrativa desmorona. Descobriu-se que os bilhões do crime organizado passavam justamente por grandes empresários da Faria Lima, por fundos bilionários e por fintechs “moderninhas”, exatamente o setor que a extrema direita idolatra como motor do “mercado livre”.
A decepção é inevitável: aqueles que sempre apontaram o dedo para o outro lado agora precisam encarar que o crime não escolhe ideologia, mas escolhe facilidades, e as encontrou no coração do mercado financeiro que a direita defende com unhas e dentes.
O silêncio de muitos líderes bolsonaristas diante das revelações diz muito. Afinal, como manter a retórica de que “o inimigo é o PT” quando os aliados de jantar em restaurantes caros da Faria Lima aparecem no noticiário dividindo palco com o PCC?
Esse caso escancara a hipocrisia: enquanto acusavam sem provas, o problema real crescia sob o manto do “deus mercado”. A pergunta que fica é: quem vai ter coragem de admitir que a direita também tem sua sujeira exposta?




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