A fala do presidente Lula, ao afirmar que os Estados Unidos jamais irão salvar o Brasil, toca em uma ferida antiga: a nossa síndrome de vira-lata. Há séculos, parte da elite e até da sociedade brasileira insiste em olhar para fora como se o desenvolvimento do país dependesse sempre de “um salvador estrangeiro”. Ora foram os EUA, ora a Europa, ora mais recentemente a China. Mas a verdade é dura e simples: ninguém vai construir o Brasil por nós.
O tarifaço imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros é mais um exemplo de que as grandes potências defendem os próprios interesses – e apenas isso. Quem acredita que os EUA, ou qualquer outro país, vão abrir mão de vantagens para “ajudar” o Brasil, está preso a uma ilusão.
É hora de levantar a cabeça. Chega de vitimização, de pessimismo crônico, de acreditar que estamos condenados ao atraso. Precisamos confiar mais no nosso potencial, investir em nós mesmos, em nossa indústria, em nossa agricultura, em nossa ciência e, acima de tudo, em nossa gente.
O Brasil é uma nação riquíssima, com recursos naturais, diversidade cultural e criatividade únicas. Falta-nos coragem de acreditar que somos capazes de trilhar um caminho próprio, sem esperar favores de ninguém.
Lula tem razão: precisamos andar com as nossas próprias pernas. O futuro só virá quando superarmos o complexo de inferioridade e assumirmos a postura de protagonistas, e não de coadjuvantes, no cenário mundial.
O Brasil não é pequeno. Pequena, infelizmente, ainda é a fé que muitos brasileiros têm em si mesmos.




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