Diante dos últimos acontecimentos no Congresso Nacional e na Câmara Federal, uma pergunta insiste em martelar: o que os nossos representantes estão fazendo, de fato, pela população?

Quando ligamos a TV ou abrimos os portais de notícias, o que mais vemos são embates políticos, discursos inflamados e disputas por poder. A tal “PEC da Blindagem”, as articulações para anistia de golpistas, os conchavos em comissões parlamentares, tudo isso ocupa o centro do noticiário. Mas e a vida real do cidadão? Onde entram o desemprego, a saúde, a educação e tantos outros problemas que ainda assola milhões de brasileiros?

O que parece é que o Parlamento se fechou numa bolha. Deputados e senadores gastam energia para proteger seus próprios privilégios, enquanto a pauta que interessa ao povo fica em segundo plano. As discussões giram em torno de preservar mandatos, limitar a Justiça, blindar aliados. Já a pauta do pão na mesa, da escola funcionando, do hospital sem filas, essa segue esquecida.

Não se trata de negar a importância de debates institucionais. O problema é quando o interesse coletivo é substituído pelo jogo do poder, e a política passa a ser apenas um tabuleiro onde cada peça se move em busca de sobrevivência própria.

A democracia não sobrevive apenas de discursos inflamados em plenário. Ela precisa ser vivida no cotidiano das pessoas, refletida em políticas públicas que melhorem a vida da maioria. Se os políticos não entenderem isso, a distância entre o Congresso e o povo só tende a aumentar e com ela, a descrença generalizada na política.

O Brasil precisa urgentemente de legisladores que voltem a olhar para o povo. Que pensem menos em si e mais no país. Porque, até agora, o que se vê em Brasília é muito barulho, muita polarização, mas pouca, pouquíssima entrega.

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