
Os presidentes do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda, anunciaram nesta terça-feira (2) a decisão de retirar oficialmente as legendas da base de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a decisão, os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) também devem deixar seus cargos nos ministérios.
A medida representa um revés político para o Palácio do Planalto, que vinha contando com o apoio dessas siglas para garantir maioria no Congresso Nacional. Juntas, as bancadas do PP e do União Brasil somam cerca de 100 deputados e 15 senadores, números que podem alterar significativamente a correlação de forças no Legislativo.
Segundo Ciro Nogueira, a decisão reflete “a necessidade de reposicionar o partido de acordo com as demandas de sua base eleitoral”. Já Antonio Rueda afirmou que o União Brasil “seguirá independente, votando de acordo com os interesses do país, sem alinhamento automático ao governo”.
A saída das duas legendas deve impactar a tramitação de pautas de interesse do Executivo, especialmente em áreas que exigem quórum qualificado, como mudanças tributárias e orçamentárias. Líderes governistas admitem que a articulação política será mais difícil a partir de agora.
Apesar do anúncio, integrantes das duas siglas ressaltaram que parlamentares terão liberdade para manter diálogo com o Planalto em votações pontuais. A expectativa é de que, com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, partidos busquem reforçar sua identidade própria diante do eleitorado.




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