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Embora seja considerada um empreendimento estratégico para a economia de Currais Novos, a Fábrica de Cimento Elo vem gerando preocupações entre moradores da cidade. O motivo são as fortes detonações de rochas, realizadas a menos de 3 km da zona urbana, que têm provocado vibrações sentidas em residências até 4 km de distância da jazida.
Segundo relatos, moradores dos bairros Parque das Pedras e adjacências têm registrado fissuras em suas casas após os desmontes, que utilizam grandes volumes de explosivos. A situação vem se agravando e já motivou denúncias formais ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e à Defesa Civil do município.
Apesar da relevância econômica da atividade, a insatisfação cresce entre os moradores, que cobram medidas para reduzir os impactos. Como é o caso de moradores da comunidade Riacho Fechado que, por estarem mais próximos da área de desmonte, vêm sofrendo com o excesso de poeira resultante dessas atividades, o que tem causado transtornos significativos.
“Ninguém é contra o desenvolvimento da cidade, mas precisamos de segurança e respeito. Nossas casas estão sendo prejudicadas pelas explosões”, relatou um morador do Parque das Pedras à reportagem.
Especialistas destacam que o crescimento recente das atividades minerais em Currais Novos, especialmente após o início da produção de cimento e do ouro pela Aura Borborema, torna ainda mais urgente reforçar a fiscalização ambiental e cobrar das empresas a responsabilidade pelos impactos causados às comunidades próximas.
A reportagem entrou em contato com a direção da fábrica para ouvir sua posição sobre as denúncias. Até o fechamento desta edição, não houve resposta.




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