O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (3) o segundo dia do julgamento da Ação Penal nº 2.668, que apura a trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do chamado “núcleo crucial”. A sessão foi encerrada às 12h54 e será retomada na próxima terça-feira (9), com o voto do relator Alexandre de Moraes.

A defesa de Bolsonaro, feita pelos advogados Celso Villardi e Paulo Bueno, alegou falta de provas que liguem o ex-presidente ao 8 de Janeiro e criticou a delação de Mauro Cid. Villardi classificou Cid como “não confiável” e disse que cogitar pena superior a 30 anos é “desproporcional”. Bueno afirmou que Bolsonaro “não pretendia dar golpe de Estado” e pediu absolvição.

Antes, os ministros ouviram os defensores dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto. Todos negaram participação dos militares em articulações golpistas e contestaram a validade da delação de Mauro Cid.

O julgamento segue na próxima semana com o início da votação dos ministros.

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