
A Assembleia Geral da ONU aprovou, em votação histórica nesta sexta-feira (12), a criação do Estado da Palestina. Foram 142 votos a favor, 10 contra e 12 abstenções, resultado que amplia o reconhecimento internacional da causa palestina e pressiona por avanços concretos rumo à solução de dois Estados no Oriente Médio.
A resolução aprovada exige o fim imediato da guerra em Gaza, prevê a formação de um governo palestino sem a participação do Hamas e defende a criação de uma missão internacional temporária de estabilização. O texto também reforça a necessidade de negociações baseadas nas fronteiras de 1967 e na divisão de Jerusalém.
Apesar do peso político e simbólico da votação, a decisão não garante automaticamente a criação de um Estado palestino independente. Para que isso se concretize, será preciso enfrentar desafios como o controle do território, a unificação da liderança palestina e a retomada de negociações diretas com Israel, que rejeitou a medida.
Os Estados Unidos também se posicionaram contra, alegando que a resolução pode dificultar os esforços de paz. Já a maioria dos países europeus, latino-americanos, africanos e árabes celebrou a decisão como um passo decisivo em favor da paz e dos direitos do povo palestino.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a votação “representa a voz da comunidade internacional pedindo uma solução justa, pacífica e duradoura para o conflito”.
Agora, o mundo observa os próximos desdobramentos, que incluem uma cúpula internacional prevista para os próximos dias, quando devem ser discutidos os detalhes sobre o processo de implementação do futuro Estado da Palestina.




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