
O setor de serviços do Brasil atingiu em julho o maior patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE desde 2011. O volume de serviços prestados cresceu 2,8% em relação ao mesmo mês de 2024, marcando a 16ª alta consecutiva na comparação anual.
Responsável por cerca de 70% do PIB nacional, o setor mantém trajetória positiva após fechar o primeiro semestre também em nível recorde. No acumulado do ano, a expansão chega a 2,6%. O avanço toma como referência fevereiro de 2020, último mês antes dos impactos da pandemia de Covid-19.
Na comparação com julho de 2024, o crescimento foi impulsionado por transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+4,1%) e por informação e comunicação (+4,6%). Entre as atividades com maior destaque estão transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e reservas de hospedagem.
Já alguns segmentos recuaram, como atividades auxiliares dos serviços financeiros, coleta de resíduos, corretoras de valores, administração de cartões de crédito e restaurantes.
Em relação a junho, o setor avançou 0,3%, recuperando parte das perdas acumuladas entre abril e junho (-1,9%). A alta foi puxada por três das cinco atividades analisadas, com destaque para informação e comunicação (+1%), beneficiada pelo bom desempenho das telecomunicações (+0,7%) e da tecnologia da informação (+1,2%). Também cresceram os serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4%).
Por outro lado, o segmento de outros serviços caiu 0,2%, acumulando retração de 1,7% desde maio.




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