A articulação pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou força nesta semana, com o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que esteve em Brasília para participar das conversas e visitar Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF no caso da trama golpista.

Deputados do PL afirmam que partidos como União Brasil e Progressistas já estariam dispostos a apoiar a proposta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), pressiona para que a anistia seja pautada já nesta semana, com possibilidade de votação da urgência e do mérito entre terça e quarta-feira.

Enquanto parlamentares como Hélio Lopes (PL-RJ) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) defendem uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, setores do Senado articulam uma versão mais limitada, rejeitada pela oposição.

A movimentação também tem peso político para 2026: Tarcísio, visto como possível herdeiro eleitoral de Bolsonaro, classificou as condenações como “injustas e desproporcionais” e reforçou o apoio ao ex-presidente. A ofensiva pela anistia enfrenta ainda o peso da opinião pública.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (14), mostra que 54% dos brasileiros rejeitam a possibilidade de perdão ao ex-presidente, contra 39% favoráveis. O índice de rejeição cresce quando a questão envolve os demais condenados pelos atos de 8 de Janeiro: 61% se opõem a qualquer tipo de anistia, enquanto 33% defendem a medida.

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