
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 16 e 17 e deve manter a taxa Selic em 15% ao ano até dezembro, apesar da deflação de 0,11% em agosto. Analistas apontam que o recuo foi pontual, influenciado pelo bônus de Itaipu, e não indica alívio sustentável da inflação.
A expectativa é que o ciclo de cortes comece apenas em 2026, de forma gradual. O cenário fiscal deteriorado e a previsão de gastos elevados em ano eleitoral devem manter a inflação pressionada, dificultando a convergência para a meta de 3%.
Projeções do boletim Focus indicam Selic em 12,5% ao fim de 2026, mas economistas alertam que estímulos fiscais podem exigir juros ainda maiores. Para setembro, a previsão é de alta entre 0,3% e 0,4% no IPCA, puxada pela energia.
Na prática, a manutenção da Selic em 15% ao ano significa crédito mais caro para famílias e empresas. Empréstimos, financiamentos e rotativo do cartão ficam mais pesados no bolso do consumidor, o que desestimula o consumo e os investimentos. Por outro lado, quem aplica em renda fixa tende a ser beneficiado com rendimentos mais altos, já que os juros elevados tornam esses investimentos mais atrativos.




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