O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulou com o STF e o Planalto o fim da proposta de anistia ampla que poderia beneficiar Jair Bolsonaro (PL). A manobra abriu caminho para derrotar o regime de urgência do projeto apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o que impede que o perdão seja votado no curto prazo, especialmente após a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão.

O acordo abre espaço apenas para discutir penas mais brandas aos chamados “bagrinhos”, militantes de base condenados pelos atos de 8 de janeiro, sem afetar a cúpula que organizou os ataques.

Em troca do apoio do Centrão, entrou em pauta a PEC da Blindagem, em versão reduzida: restabelecer a necessidade de aval do Congresso para processos contra parlamentares, com prazo definido para votação.

Assim, Bolsonaro fica sem anistia, condenado e isolado, devendo seguir cumprindo sua longa pena sem perspectivas de salvação política, enquanto o debate migra para a possibilidade de aliviar a carga penal de sua militância de base e o Centrão avança em suas negociações políticas.

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