
O governo federal anunciou nesta terça-feira (16) que o Cartão Nacional de Saúde (CNS) passará a utilizar o CPF como identificador único dos usuários do SUS, substituindo a antiga numeração própria. A medida, conduzida pelos Ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação, integra a reestruturação do Cadastro de Usuários do SUS (CadSUS) e busca padronizar o acesso a dados de saúde no país.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a mudança não impedirá o atendimento de quem ainda não possui CPF. Para esses casos, haverá um cadastro complementar e, em situações emergenciais, um registro provisório válido por até um ano.
O processo envolve a chamada “higienização” da base de dados do SUS, que está sendo reduzida de 340 milhões para 286,8 milhões de registros, dos quais 246 milhões já estão vinculados ao CPF. A expectativa é concluir a adaptação até dezembro de 2026, em parceria com estados e municípios.
Com a integração ao CPF, será possível aprimorar o acompanhamento de vacinas, medicamentos do Farmácia Popular e prontuários eletrônicos. O CadSUS também passará a se conectar à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), permitindo integração segura com outras bases governamentais, como o IBGE e o CadÚnico.
Padilha destacou que a mudança representa “um passo decisivo para a transformação digital no SUS”, comparando a iniciativa a experiências internacionais que levaram anos para serem implementadas.




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