
Diagnosticado na quarta-feira (17) com câncer de pele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) carrega no histórico declarações que hoje soam ainda mais brutais. Em 2015, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, afirmou em plenário: “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”.
Mas será que Jair Bolsonaro e sua família já tinham conhecimento do câncer e optaram por revelar apenas agora, no momento mais conveniente? Afinal, a tática da “vitimização hospitalar” é um recurso recorrente do ex-presidente sempre que se vê acuado pela Justiça.
A “torcida pelo câncer” não foi episódio isolado. Em 2018, durante sua campanha presidencial, Bolsonaro chegou a bradar em palanque o desejo de “metralhar a petralhada do Acre”. A morte do adversário político, seja por arma ou por doença, sempre foi recurso retórico em seus discursos.
O diagnóstico chega agora em momento de fragilidade inédita para Bolsonaro. Na última semana, ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, formação de organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Crédito do texto: Felipe Borges, do Pragmatismo Político.




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