A Venezuela iniciou nesta semana a campanha militar Caribe Soberano 200, envolvendo 12 navios de guerra, 22 aeronaves, 20 embarcações de apoio e cerca de 2.500 militares na ilha de La Orchila, no Caribe.

Os exercícios, anunciados por Nicolás Maduro, ocorrem em paralelo ao deslocamento de oito destróieres dos Estados Unidos para a região — que, segundo o governo Trump, já atacaram três lanchas rápidas usadas pelo narcotráfico, deixando 11 mortos.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que o país está se preparando para “um cenário de conflito armado no mar”, com uso de drones armados e guerra eletrônica. Já Diosdado Cabello acusou a DEA de organizar uma “operação de falsa bandeira” para vincular a Venezuela ao tráfico, alegando que agentes norte-americanos estariam envolvidos em apreensão de cocaína.

Analistas, porém, veem baixa probabilidade de confronto direto. Para o coronel Antonio Guevara, Maduro utiliza as manobras como forma de reforçar sua narrativa contra os EUA: “Se não houver ação militar americana, o chavismo venderá a situação como derrota de Washington”.

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