No Senado, a reação foi imediata. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), descartou qualquer chance de aprovação: “Não passa de jeito nenhum. É um desgaste inútil em ano pré-eleitoral”. Outro senador resumiu: “A lei é para todos. Não há a menor possibilidade de isso avançar aqui”.

Enquanto governo e oposição no Senado se unem para barrar a proposta, a manobra de Motta escancarou a distância entre os interesses do Congresso e as demandas da população, reforçando a percepção de que a PEC não passa de um escudo de privilégios para caciques partidários.

A chamada PEC da Blindagem avançou na Câmara dos Deputados em meio a uma manobra conduzida pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e pelo relator Claudio Cajado (PP-BA), que reincluíram no texto dois pontos polêmicos rejeitados em plenário: a volta do voto secreto em casos de prisão de parlamentares e a concessão de foro privilegiado a presidentes de partidos. A aprovação se deu com 314 votos favoráveis e 168 contrários, sob protestos de governistas e parte da oposição.

Cajado justificou a manobra alegando que muitos deputados “dormiram” durante a votação do segundo turno, argumento visto como frágil e desrespeitoso pelo Planalto e por parlamentares críticos, como Talíria Petrone (PSol-RJ), que anunciou ação judicial contra a medida.

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