A tradicional referência de pressão arterial “12 por 8”, há décadas considerada o padrão de normalidade, acaba de ser reclassificada pela comunidade médica. De acordo com as novas diretrizes internacionais de cardiologia, esse nível passa a ser interpretado como pressão alta, dentro do estágio inicial de hipertensão.

A mudança segue parâmetros já adotados na Europa e em países como os Estados Unidos, onde valores iguais ou superiores a 120 x 80 mmHg são classificados como pré-hipertensão ou hipertensão estágio 1, a depender do contexto clínico. Até então, no Brasil, a pressão considerada normal era de até 13 por 8.

Segundo especialistas, a reclassificação não significa que pessoas com pressão “12 por 8” necessitarão, automaticamente, de medicação. O objetivo é aumentar a atenção preventiva, estimulando mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada, prática regular de exercícios, redução do consumo de sal, controle do estresse e abandono do tabagismo.

A hipertensão é um dos principais fatores de risco para infartos, AVCs e doenças renais crônicas. Estima-se que cerca de um terço da população adulta brasileira sofra com pressão alta, muitas vezes sem diagnóstico.

Para os médicos, a nova classificação ajuda a identificar precocemente pessoas em risco e a reduzir os impactos futuros da doença, considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

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