O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou nesta quarta-feira (17) o mais recente boletim sobre a situação hídrica do estado. O levantamento mostra que os 69 reservatórios monitorados acumulam 2,37 bilhões de m³ de água, o equivalente a 44,79% da capacidade total, que é de 5,29 bilhões de m³.

A situação do abastecimento em diversas regiões é bastante preocupante e tem deixado muitos gestores municipais em alerta, diante do risco de colapso em pequenas cidades que dependem exclusivamente de açudes menores para garantir o fornecimento de água à população.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do RN, está com 53,63% de seu volume, armazenando 1,27 bilhão de m³. Já a barragem de Oiticica, beneficiada pela chegada das águas da transposição do São Francisco, foi a única a apresentar aumento desde o último relatório, chegando a 14,46% de sua capacidade.

Outros grandes reservatórios apresentam os seguintes volumes:

  • Santa Cruz do Apodi: 370,38 milhões de m³ (61,76%)
  • Umari (Upanema): 188,05 milhões de m³ (64,22%)
  • Lagoa do Bonfim (Nísia Floresta): 53,36 milhões de m³ (63,32%)
  • Lagoas de Pium (Nísia Floresta) e Jiqui (Parnamirim): ambas cheias.

Apesar dos índices razoáveis em grandes barragens, o relatório aponta que 12 reservatórios estão em situação crítica, com menos de 10% da capacidade. Entre eles, destacam-se o Itans (Caicó – 0,14%), Passagem das Traíras (São José do Seridó – 0,03%) e Jesus Maria José (Tenente Ananias – 1,31%).

O cenário reforça a importância da gestão e do uso consciente da água, especialmente em regiões dependentes de pequenos e médios açudes para o abastecimento.

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