
Em um movimento diplomático conjunto, Reino Unido, Austrália e Canadá reconheceram formalmente o Estado da Palestina neste domingo (21), às vésperas da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A decisão busca dar novo fôlego à proposta de dois Estados, contrariando Israel e os Estados Unidos, governado por Donald Trump.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o gesto visa “reavivar a esperança de paz para palestinos e israelenses”. O australiano Anthony Albanese destacou que o reconhecimento atende às legítimas aspirações do povo palestino, enquanto o canadense Mark Carney tornou seu país o primeiro do G7 a adotar a medida.
Os três governos enfatizaram que o Hamas não terá papel no futuro Estado palestino e condicionaram o apoio a reformas democráticas e financeiras pela Autoridade Palestina. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, celebrou o anúncio como “um passo necessário para uma paz justa e duradoura”.
Israel reagiu com forte oposição. O premiê Benjamin Netanyahu chamou a medida de “recompensa ao terrorismo” e prometeu combatê-la na ONU. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, chegou a defender a anexação da Cisjordânia em resposta.
A expectativa é de que ao menos outros 10 países, incluindo Portugal, anunciem em breve o reconhecimento da Palestina.




Deixe um comentário