
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (23), na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que sanções unilaterais, intervenções arbitrárias e ataques à soberania estão se tornando cada vez mais comuns no cenário mundial. Segundo ele, os princípios fundamentais da ONU — voltados à paz, cooperação e prosperidade — estão sob ameaça.
“O multilateralismo está diante de uma nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em xeque. Assistimos a uma consolidação da desordem internacional”, declarou.
Seguindo a tradição iniciada em 1955, o Brasil foi o primeiro país a discursar na Assembleia. Embora não tenha mencionado nomes, as declarações de Lula foram interpretadas como uma crítica indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que falou logo após o brasileiro.
O encontro marcou a primeira vez em que Lula e Trump estiveram juntos em um mesmo espaço, em meio a um cenário de tensão diplomática. Os EUA intensificaram recentemente as sanções contra o Brasil, incluindo nomes ligados ao governo — entre eles Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o visto revogado. Além disso, desde agosto, o país enfrenta um tarifaço de 50% imposto pelo governo norte-americano.
Em outro trecho, Lula alertou para o avanço de forças antidemocráticas em diferentes regiões do mundo. “Tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Na América Latina e Caribe vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade”, afirmou.




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