
A produção mineral do Rio Grande do Norte vem se consolidando como destaque nacional e internacional, com exportações que já somam US$ 34,8 milhões até agosto, superando todo o valor exportado em 2024. O Estado abastece pelo menos oito estados brasileiros e 22 países, com destaque para scheelita, caulim, calcário, feldspato, rocha ornamental e, mais recentemente, ouro.
Em Currais Novos, a tradicional Mineração Tomaz Salustino investe em parcerias com a Universidade de Hannover (Alemanha) e a UFRN para reaproveitar resíduos da Mina Brejuí e ampliar em até 25% a produção de scheelita até 2026. O mineral, usado nas indústrias armamentista, automobilística e aeroespacial, já foi responsável por colocar o RN como maior produtor da América Latina no passado.
Outro polo importante é o município de Equador, que fornece o caulim considerado o melhor do Brasil, utilizado por grandes fabricantes de porcelanas e porcelanatos. Além disso, minerais estratégicos como tantalita e columbita vêm sendo mapeados como novas oportunidades de exploração.
Em Parelhas, a mineração de rochas ornamentais e feldspato também movimenta a economia. Empresas locais, como a Armil Mineração e a Casa Grande Mineração (CGM), fornecem insumos para a indústria cerâmica e exportam blocos de pedras nobres, como o “patagônia”, para mercados como China, Estados Unidos e Itália.
Segundo o Sindiminerais-RN, a força do setor mineral está na qualidade dos produtos e na diversificação dos mercados, garantindo que o estado se mantenha competitivo mesmo diante de barreiras comerciais internacionais.
Com informações da Tribuna do Norte.




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