Nosso blog recebeu nos últimos dias, diversas reclamações de moradores da zona rural de Currais Novos, que vivem em propriedades próximas e nos arredores da mina de ouro em operação no município, especialmente da comunidade São Luís, denunciando os impactos das explosões diárias realizadas pela empresa mineradora. 

Fotos e vídeos enviados à nossa redação mostram nuvens densas de poeira se espalhando pela região após as detonações, que acontecem de segunda a sexta, além de relatos de tremores que estão abalando casas e estruturas locais.

Segundo os moradores, os efeitos têm trazido inúmeros problemas e sérias consequências à saúde e à qualidade de vida. Eles relatam aumento de problemas respiratórios, rachaduras em paredes de residências e até dificuldade para lidar com atividades rurais por conta da poeira constante.

“Todos os dias somos surpreendidos por barulhos fortes e a terra tremendo. Depois vem a nuvem de poeira que invade nossas casas. A gente tem que limpar várias vezes ao dia, mas não adianta. Já tem gente doente por causa disso. Temos crianças e idosos que estão sofrendo com isso”, afirmou um dos moradores, que pediu para não ser identificado.

A preocupação dos moradores também é com o meio ambiente. Pequenos agricultores temem que a poeira e resíduos das explosões afetem a qualidade do solo e da água utilizada para o cultivo e para os animais. “Os comedouros e bebedouros dos animais vivem cobertos de poeira”, disse outro morador.

A situação reacende o debate sobre os limites da atividade mineradora e seus impactos sociais e ambientais. Embora seja, inquestionavelmente, uma fonte importante de geração de emprego e renda na região, a exploração mineral precisa seguir regras ambientais e de segurança que garantam a preservação da vida das comunidades vizinhas.

Fizemos contato com a empresa mineradora, na manhã desta terça-feira (23), por meio de sua assessoria de imprensa, para os devidos esclarecimentos. Porém, até o fechamento e publicação desta matéria, não foi enviado qualquer posicionamento por parte da empresa. 

O espaço segue aberto para que a mineradora apresente sua versão sobre as denúncias dos moradores e possíveis soluções.

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