O discurso de Donald Trump na ONU foi, sem exagero, um dos mais constrangedores já feitos por um presidente dos Estados Unidos. Em vez de apresentar propostas concretas, preferiu desfilar arrogância e autoproclamações. Chegou a dizer que “encerrou sete guerras” sozinho e que merecia vários prêmios Nobel, minimizando completamente o papel da ONU e de outros atores internacionais.
Ao atacar a própria instituição em que discursava, Trump demonstrou não só desprezo pelo multilateralismo, mas também uma visão distorcida da realidade. Críticas à ONU são legítimas, mas reduzi-la a um “nada” enquanto se coloca como salvador do mundo é um desserviço à diplomacia global. No fim, sua fala soou mais como um espetáculo para consumo interno do que como um gesto de liderança responsável.
O mundo precisa de cooperação, humildade e realismo para enfrentar desafios coletivos. O que Trump ofereceu hoje foi apenas vaidade, exagero e confrontação, ingredientes que nada ajudam a construir paz e confiança entre as nações.




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