A decisão unânime da Comissão de Constituição e Justiça do Senado de rejeitar a chamada PEC da Blindagem é mais do que um simples ato regimental: trata-se de um verdadeiro tapa na cara da Câmara dos Deputados.
Na semana passada, os deputados federais, em um movimento que soou como afronta à sociedade, aprovaram a proposta que ampliava privilégios e blindava parlamentares diante da Justiça. A reação popular foi imediata, com manifestações nas ruas e nas redes sociais, deixando claro o recado: o povo não aceita impunidade mascarada de “proteção institucional”.
O Senado, pressionado pelo clamor social e pela própria lógica política, tratou de enterrar rapidamente a PEC. O gesto coloca os deputados em uma situação constrangedora, especialmente aqueles que votaram a favor da proposta e agora precisam explicar ao eleitor por que tentaram aprovar um benefício que jamais teria passado despercebido.
O recado é claro: enquanto a Câmara se distanciou da sociedade, o Senado buscou se reposicionar ao lado da opinião pública. A derrota fragorosa da PEC no Senado escancara a desconexão de boa parte dos deputados com o sentimento popular.
O que se viu nesta quarta-feira (24) foi um recado duro: a blindagem não passou, a pressão funcionou e a democracia respirou aliviada. A Câmara, por sua vez, sai arranhada, envergonhada e com a credibilidade ainda mais abalada.




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