
A agenda do Congresso Nacional nesta semana deve ser dominada pela discussão sobre a isenção do Imposto de Renda. Segundo o cientista político Eduardo Grin, da FGV, a Câmara dos Deputados tende a aprovar o projeto já chancelado pelo Senado, em iniciativa de Renan Calheiros, como forma de responder à pressão popular e evitar desgaste político. “Será difícil para o bolsonarismo votar contra um benefício direto à população”, avalia.
Apesar de tentativas de vincular o tema à anistia de investigados por atos antidemocráticos, Grin acredita que a isenção deve avançar independentemente de outras negociações.
No Senado, a segunda etapa da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo retorna à votação. O relator, senador Eduardo Braga, segue ajustando o texto após mais de 150 emendas apresentadas. A proposta cria o Comitê Gestor do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e prevê fase de testes em 2026.
Projetos como a anistia e a chamada PEC da blindagem perderam força após as manifestações de 21 de setembro, mas a segurança pública segue como prioridade do governo, que deve tentar retomar o debate da PEC da Segurança.
Outros temas também estão no radar, como a regulação das apostas esportivas, das Big Techs e a discussão do Orçamento de 2026, que deverá incluir disputas por emendas, ajustes no PAC e definição do fundo eleitoral.
Para Eduardo Grin, a chave será observar como o Congresso equilibrará benefícios fiscais com responsabilidade orçamentária.




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