O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o trecho do projeto aprovado pelo Congresso que alterava a Lei da Ficha Limpa e reduzia, na prática, o tempo de inelegibilidade para políticos cassados. A decisão foi publicada nesta terça-feira (30) no Diário Oficial da União.

A proposta mantinha os oito anos de punição, mas mudava o início da contagem para o momento da cassação e não após o término do mandato. Também previa aplicação retroativa, beneficiando condenados por decisões anteriores. Lula rejeitou ambos os pontos.

Caso fosse sancionada, a nova regra valeria para deputados, senadores, governadores, prefeitos, vices e vereadores. A situação de Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 por abuso de poder político, não seria alterada, pois o texto mantinha as regras atuais nesse caso específico.

O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo. O projeto teve ampla maioria no Senado, com 50 votos a favor e 24 contra, contando inclusive com o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

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