Nesta sexta-feira, 3 de outubro, o Rio Grande do Norte celebra um feriado estadual especial: o Dia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. A data presta homenagem a um grupo de fiéis católicos mortos no século XVII durante a ocupação holandesa no Nordeste, e que, séculos depois, foram reconhecidos oficialmente pela Igreja como mártires da fé.

Os episódios ocorreram em dois momentos distintos:

  • Em 16 de julho de 1645, no engenho Cunhaú, em Canguaretama, fiéis que participavam de uma missa foram assassinados após uma emboscada organizada por invasores holandeses com apoio de índios aliados.
  • Dois meses depois, em 3 de outubro de 1645, em Uruaçu, atual São Gonçalo do Amarante, outro grupo de católicos foi capturado e morto, recusando-se a renegar a fé.

Ao todo, 30 fiéis potiguares foram reconhecidos como mártires por se manterem firmes na defesa do cristianismo, mesmo diante da morte.

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados em 5 de março de 2000 pelo Papa João Paulo II e, posteriormente, canonizados pelo Papa Francisco em 15 de outubro de 2017, em cerimônia realizada no Vaticano. Eles se tornaram os primeiros santos mártires do Brasil, motivo de grande orgulho para os católicos norte-rio-grandenses.

O feriado estadual foi instituído pela Lei nº 8.913, de 27 de setembro de 2006, sancionada pela então governadora Wilma de Faria.

Para os católicos, o feriado vai além da lembrança histórica, é um momento de fé, reflexão e gratidão àqueles que deram a vida por suas convicções religiosas.

Para a população em geral, também simboliza resistência, identidade e memória cultural do povo potiguar.

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