A aprovação, por unanimidade, da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais não é apenas uma mudança na legislação tributária, é um marco histórico de justiça social no Brasil. Pela primeira vez em décadas, o Estado reconhece que não faz sentido tributar quem luta apenas para sobreviver com salário, aluguel, contas e supermercado apertando cada vez mais o orçamento familiar.
Essa conquista não caiu do céu. Foi fruto de muita articulação política do governo Lula, que desde a campanha defendia publicamente a correção da tabela do IR. Lula repetia que “pobre não pode pagar mais imposto do que rico” e agora essa promessa se materializa. A medida beneficiará cerca de 16 milhões de trabalhadores e aposentados, que a partir de agora terão alívio real no bolso, e não apenas discursos.
É simbólico que a votação tenha sido unânime na Câmara. Até mesmo os partidos que nas últimas semanas atacavam o governo foram obrigados a reconhecer que não há justificativa moral para cobrar imposto de quem ganha pouco enquanto lucros bilionários seguem intocados. Por isso, a aprovação foi acompanhada da taxação de 10% sobre os super-ricos, uma correção de rota mais do que necessária.
Num país onde historicamente o sistema tributário pesou nas costas dos mais pobres, essa é uma virada de página. Mais do que uma decisão econômica, é uma afirmação de prioridade: o Brasil precisa olhar primeiro para os que mais precisam.
Que essa medida seja apenas o começo de uma nova lógica tributária, onde quem ganha menos paga menos, e quem ganha mais contribui com aquilo que lhe é justo.




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