A governadora Fátima Bezerra decretou, na última quarta-feira (1º), Situação de Emergência por Seca em 147 municípios do Rio Grande do Norte, afetando diretamente 1,1 milhão de habitantes. Apenas 20 cidades ficaram fora do decreto, que tem validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogado.

De acordo com o Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA), o estado enfrenta um dos quadros mais severos do Nordeste, com 161 municípios em diferentes níveis de estiagem. Entre fevereiro e julho deste ano, a redução das chuvas agravou o esvaziamento dos reservatórios, como o Itans (0,2%), Passagem das Traíras (0,03%), Boqueirão de Parelhas (14,3%), Oiticica (13,2%) e Esguicho (2,7%).

O decreto também cita colapso ou pré-colapso no abastecimento em pelo menos 10 cidades, incluindo Ouro Branco, Parelhas, Jardim do Seridó, Carnaúba dos Dantas, Luís Gomes e São José do Seridó, o que atinge cerca de 108 mil pessoas. Em Serra do Mel, o colapso hídrico já dura quatro anos.

Segundo o secretário de Recursos Hídricos, Paulo Varella, o governo vem adotando uma gestão de risco planejada, com foco em economizar e redistribuir água, acelerar obras de adutoras, recuperação de barragens e perfuração de poços — cerca de 400 até março de 2026.

O decreto permite contratações emergenciais sem licitação e reforça a necessidade de manter a Operação Carro-Pipa, executada pelo Exército Brasileiro em 75 cidades potiguares. “É uma ferramenta fundamental para que o Estado possa agir com rapidez e garantir água para quem mais precisa”, destacou Varella.

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