Se o bolsonarismo já vinha cambaleando em meio às derrotas políticas e ao isolamento internacional de seu “mito”, o telefonema entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva parece ter sido o golpe de misericórdia. O diálogo cordial entre os dois presidentes, que rendeu até elogios públicos de Trump ao líder brasileiro, caiu como uma bomba no campo da extrema direita, mergulhando seus fiéis seguidores num estado de desespero e confusão ideológica.

Afinal, o que dizer quando o próprio ídolo internacional da direita mundial, aquele em quem tanto apostaram, decide conversar amistosamente com o maior adversário político do bolsonarismo? Pior: foi o próprio Trump quem pediu o contato com Lula. A narrativa desmoronou.

Nos bastidores, parlamentares bolsonaristas tentam esconder o desalento. Já nas redes, o espetáculo do surto está garantido. Eduardo Bolsonaro, que vive um autoexílio de luxo nos Estados Unidos, parece ter surtado de vez. Entre postagens desesperadas e teorias conspiratórias, tenta convencer seus seguidores de que a ligação não passou de um “erro de agenda”, como se Trump fosse o estagiário da Casa Branca.

A verdade é que o mundo político gira, e rápido. Lula, com sua diplomacia hábil e tom conciliador, retoma pontes que o bolsonarismo incendiou com orgulho. Enquanto isso, a extrema direita brasileira vê seu castelo de ilusões ruir e sem saber se chora, se grita ou se finge de morta.

No fim das contas, o recado foi dado: o jogo internacional não é guiado por fanatismo ideológico, e sim por pragmatismo político. E nesse campo, Lula joga em outro nível, enquanto o bolsonarismo, perdido e sem rumo, assiste ao próprio delírio se desfazer em tempo real.

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