A Câmara dos Deputados retirou de pauta, nesta quarta-feira (8), a Medida Provisória que ampliaria a arrecadação federal em 2026, representando uma importante derrota política para o governo Lula (PT). A decisão teve 251 votos favoráveis à retirada e 193 contrários.

Mesmo após o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), ceder em pontos polêmicos — como a taxação de LCI, LCA e apostas esportivas —, o agronegócio e partidos do Centrão se mobilizaram contra o texto. Siglas da base, como o PSD, também votaram pela derrubada, enquanto PP e União Brasil, que recentemente deixaram o governo, reforçaram o revés.

Líderes petistas acusaram parte do Congresso de agir para impor uma derrota política ao Planalto. “O acordo foi rompido. O que está acontecendo é sabotagem contra o Brasil”, declarou o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).

O governo também atribuiu parte da pressão ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como articulador do movimento contrário à MP. “Ele deveria se preocupar com os problemas do seu estado”, criticou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

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