As atitudes recentes de Eduardo Bolsonaro escancaram o desespero típico de quem já não tem influência nem em Brasília, nem em Washington. Ao tentar sabotar abertamente a reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, marcada para esta quinta (16), o deputado deixa claro que torce contra o próprio país apenas para não ver o atual governo obter resultados positivos na esfera internacional.

Em vez de defender os interesses comerciais do Brasil, prejudicados pelo tarifaço imposto por Donald Trump, Eduardo preferiu usar as redes sociais para incitar um “desencontro” diplomático, apostando em narrativas delirantes de “direitos humanos” para justificar uma barreira claramente econômica. A verdade é que o filho do ex-presidente teme que o diálogo entre Brasil e EUA avance e coloque fim ao seu teatro permanente de “influência internacional”, hoje restrito a lives e provocações.

É constrangedor ver um parlamentar eleito agir como sabotador da política externa nacional, torcendo contra a redução de tarifas que poderiam beneficiar produtores e trabalhadores brasileiros. Mais grave ainda é perceber que sua postura não é motivada por princípios, mas por puro cálculo pessoal.

Eduardo sabe que, se Brasil e Estados Unidos retomarem uma relação madura e produtiva, ele perderá de vez o pouco protagonismo que ainda insiste em simular no exílio político que escolheu.

Enquanto Lula e Trump, adversários declarados em diversas frentes, sinalizam disposição ao diálogo, Eduardo Bolsonaro se isola em uma bolha de histeria digital, tentando impedir que o Brasil avance só para manter acesa a fogueira da polarização que lhe resta como único patrimônio político. É a prova cabal de que certos nomes não têm projeto de país, só projeto de sobrevivência própria.

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